domingo, 21 de dezembro de 2008

http://www.4shared.com/dir/5306460/bc89270c/JOVEM_GUARDA.html

O endereço no título levará você a um tesouro da jovem guarda, recordando os bons momentos do Jovem Bar...dos anos 70.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Os mandamentos

Deus perguntou aos gregos:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento, Senhor?
- Não matarás!
- Não obrigado. Isso interromperia as nossas conquistas.

Então, Deus perguntou aos egípcios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento, Senhor?
- Não cometerás adultério!
- Não obrigado. Isso arruinaria os nossos fins-de-semana.

Chateado, mas não derrotado, Deus perguntou aos assírios:
- Vocês querem um mandamento?
- Qual seria o mandamento, Senhor?
- Não roubarás!
- Não obrigado. Isso arruinaria a nossa economia.

Deus, enfim , perguntou aos judeus:
- Vocês querem um mandamento?
- Quanto custa?
- É de graça.
- Então manda DEZ!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Marketing, Motivação, Vendas




Local: Rio de Janeiro/RJ======================================================

David Portes é um vencedor. Saiu literalmente do nada e hoje ensina a arte da venda a platéias de todo o Brasil. Autor do recém-lançado livro "David – Uma Lição de Vida e de Marketing"(Editora Futura),

David Portes é um daqueles brasileiros que com criatividade e talento conseguiu das um drible na sorte e alcançar o sucesso:

A minha história não é diferente das demais. De repente me vi sem emprego, sem dinheiro para comer, para pagar o aluguel e com minha esposa grávida tive que ir a luta!. Quem começaria um negócio lucrativo com apenas R$12,00? Incrível, né? Um camelô que já morou na favela, já morou na rua, que não estudou muito é hoje e considerado por muitos o segundo camelô mais famoso do Brasil.Só perdendo pro Silvio Santos... Por enquanto! .David e o único camelô consultor de Marketing do Brasil! Citado pelo papa do marketing Phillip Kotler. David tem uma agenda concorrida.

Além das inúmeras entrevistas que concede à mídia nacional e internacional. David Portes já fez mais de 600 palestras para inúmeras empresas, que aprovaram o talento e o sucesso dele como palestrante, tais como: Losango , Volkswagen ., Ford , Mercedes - Benz , Tim , Oi , Telemar , Embratel , Mc Donalds , Nestlé , Habib`s , Sadia , Caloi , Bayer , Correios , Unimed , Wizard , Votorantim, Petrobras. Estas são algumas das empresas que oferecem aos seu integrantes a oportunidade de conhecer as idéias e a historia de vida de um simples camelô que deu a volta por cima e hoje e um dos maiores consultores de Marketing do Brasil.

Biografia
Autodidata, jamais freqüentou um cursinho ou uma faculdade, aliás, só estudou até a 7ª série. Mas suas estratégias são tão eficazes, que, já há algum tempo, é requisitado por empresas e universidades para dar palestras sobre o assunto.

Em palestra intitulada "Uma lição de vida & Marketing", David explica como criar diferenciais para fugir do igual.Também ensina como conquistar e manter clientes com boa publicidade e usar bem o chamado marketing boca -a -boca.

Sua palestra "Uma lição de vida & Marketing", está tão concorrida no meio empresarial, que elé acabou de ganhar o prêmio Top de Qualidade do Instituto de Pesquisa Qualidade de Campinas - SP.


A história de David Portes, nascido no Espírito Santo em 1957, é parecida com a de tantos brasileiros nascidos na roça. A diferença: ele percebeu que só escaparia da miséria arriscando. O ponto de partida, 18 anos atrás, foram R$ 12. Na penúria, morava sob um viaduto, no Rio, com a mulher grávida, Fátima. Ela precisava de um medicamento. Um porteiro da vizinhança emprestou o dinheiro. David avaliou: se comprasse o remédio, no dia seguinte não teria nada outra vez. Trocou o capital por balas e doces, abriu um belo sorriso e foi vender no sinal: lucro de 100% em poucas horas. Começava ali o segundo ato da história, o do camelô criativo que fez da "Banca do David" um ponto de atrações no centro do Rio. O Jornalista Ricardo Boechat deu uma nota sobre ele. Foi o que bastou para conquistar a mídia, obter patrocínio e virar um palestrante renomado. Autodidata, jamais freqüentou um cursinho ou uma faculdade. Aliás, só estudou até a 7ª série. Mas suas estratégias são tão eficazes que, já há algum tempo, é requisitado por empresas e universidades para dar palestras sobre o assunto.
Hoje as pessoas o chamam de o 2° camelô mais famoso do Brasil. Só perdendo para o seu maior ídolo, o Sr Silvio Santos!
Fonte.

David Portes disse em uma entrevista: "Eu só peguei o que vocês marketeiros estudam e apliquei na minha vida, prestando atenção em como queriam me vender as coisas, em como eu gostaria de ser atendido e assim, comecei a fazer meu próprio negócio."
Hoje, a barraca do "David The Camelot" possui computadores, lista de clientes cadastrados, lista de preferências de sua clientela, delivery, seção para crianças, seção diet, entre outras. E ele começou com uma barraca de doces comum.

Como seria a história da Chapeuzinho Vermelho nas manchetes das principais revistas e jornais do Brasil hoje




Jornal Nacional

Willian Bonner: "Boa noite. Uma menina de 7 anos foi devorada por um lobo na noite de ontem".
Fátima Bernardes: "... mas graças à atuação de um caçador não houve uma tragédia".

FANTÁSTICO
Glória Maria: "... que gracinha, gente, vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo...?"

BRASIL URGENTE
José Luis Datena: "... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades?! A menina ia para a casa da avózinha a pé e sozinha! Não tem transporte público ? Não tem segurança! Onde estava o secretário de segurança e os engenheiros da CET ? E foi devorada viva..... Sim VIVA!!! Um lobo, um lobo safado, calhorda. Põe na tela ESSE ANIMAL!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo mau. Daqui a pouco eu volto nesse caso. "

PROGRAMA EVANGÉLICO
(Pastor) "Agora meu irmãos vamos todos juntos levantar as mãos e dizer: SAI CHAPEUZINHO VERMELHO, SAI DESSE CORPO QUE NÃO TE PERTENCE..."

CASSETA & PLANETA
Helio De La Pena: "Estamos aqui na floresta encantada, onde o Lenhador Gaúcho Fulano Bussunda de Tal matou o lobo e salvou a chapeuzinho .... - E aí seu lenhador, foi difícil matar o Lobo? "
Bussunda, caracterizado de lenhador: "Sabe como é seu Casseta... Quando eu mostrei o tamanho do meu machado o Lobo ficou na maior fissura , duro foi ter que aguentar o bafo de onça dele , quer dizer de Lobo..."

SUPER POP
Chapeuzinho é convidada para desfilar no programa só de lingerie vermelha.
Luciana Gimenez: " Nossa, que corpo , hein garota? Muita bonita mesmo, até eu no lugar do Lobo não iria deixar escapar essa menina!!"

BIG BROTHER
(Pedro Bial) "Fala meu Lobo, Quem você vai eliminar hoje?"
Lobo: "Hoje eu vou eliminar a Chapeuzinho vermelho, porque ela tá de complô com o Lenhador , que eu acho ao meu ver, que estão ao nível de me eliminar e isso não está fazendo bem para o ambiente da casa"

O APRENDIZ
Roberto Justus: "Chapeuzinho , o que você foi fazer na casa da vóvozinha?"
Chapeuzinho: "Fui levar uns doces para ela."
Justus: "De graça? Mas você não tinha um planejamento para isso? Achou que era o marketing mais correto? Qual seria o retorno? Que tipo de postura teve seu líder? Que providências você tomaria?"

VEJA
"... Fulano de Tal, 23, o lenhador que retirou Chapeuzinho Vermelho da barriga do lobo tem sido considerado um herói na região. "

"O lobo estava dormindo, acho que não foi tão perigoso assim", admite ele.

CLÁUDIA
"Como chegar na casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho."

NOVA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama."

MARIE-CLAIRE
"Na cama com um lobo e minha avó", relato de quem passou por essa experiência."

JORNAL DO BRASIL
"Floresta: Garota é atacada por lobo".
Na matéria, a gente não fica sabendo onde, nem quando, nem mais detalhes.

O GLOBO
"Retirada Viva da Barriga de um Lobo".
Na matéria terá até mapa da região. O salvamento é mais importante que o ataque.

FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: "Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador".
Na matéria, teremos um box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO
"Lobo que devorou Chapeuzinho seria afiliado ao PT."

JORNAL AGORA
"Sangue e tragédia na casa da vovó."

PLAYBOY
(ensaio fotográfico com Chapeuzinho no mesmo mês do escândalo)
"Veja o que só o lobo viu."

SEXY
(ensaio fotográfico com Chapeuzinho um ano depois do escândalo)
"Essa garota matou a fome do lobo !!!"

CARAS
(ensaio fotográfico idem)
"Na banheira de hidromassagem na cabana da avozinha, em Campos do Jordão, Chapeuzinho vermelho (18) reflete sobre os acontecimentos: 'até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida, hoje sou outra pessoa'- admite.

ISTO É
"Gravações revelam que lobo foi assessor de influente político."

CAPRICHO
"Esse Lobo é um Gato!"

G MAGAZINE
(ensaio fotográfico com lenhador)
"Lenhador mata o lobo e mostra o pau".

Jornalistas e escritores presos em Cuba= Barbarismo de Fidel que Lula acha normal e saudável

Los periodistas encarcelados

Para más información de cada uno de los periodista pulse sobre su nombre
Nombre y Apellido
Agencia=== Petición=== fiscal============ Sentencia
Victor Rolando Arroyo Carmona Unión de Periodistas y Escritores Cubanos Independientes (UPECI) Cadena perpetua 26 años
Pedro Argüelles Morán Cooperativa Avileña de Periodistas Independientes (CAPI) 15 a 25 años 20 años
Mijail Barzaga Lugo Agencia Noticiosa de Cuba (ANC) 15 años 15 años
Adolfo Fernández Sainz Pátria 15 años 15 años
Alfredo Felipe Fuentes Independiente Cadena perpetua 26 años
Miguel Galván Gutiérrez Havana Press Cadena perpetua 26 años
Julio César Gálvez Rodríguez Independiente 18 años 15 años
José Luis García Paneque Libertad (directeur) 18 años 24 años
Ricardo González Alfonso De Cuba (director) / corresponsal de Reporteros sin Fronteras Cadena perpetua 20 años
Ivan Hernández Carrillo Pátria 30 años 25 años
Normando Hernández González Colegio de Periodistas Independientes de Camagüey (CPIC, director) 30 25 años
Juan Carlos Herrera Acosta Agencia de Prensa Libre Oriental (APLO) 15 a 25 años 20 años
José Ubaldo Izquierdo Hernández Grupo de Trabajo Decoro 20 años 16 años
Héctor Maseda Gutiérrez Grupo de Trabajo Decoro 20 años 20 años
Pablo Pacheco Ávila Cooperativa Avileña de Periodistas Independientes (CAPI) 22 años 20 años
Fabio Prieto Llorente Independiente 15 años 20 años
Alfredo Manuel Pulido López El Mayor 15 años 14 años
Omar Rodríguez Saludes Nueva Prensa (director) 15 a 25 años 27 años
Omar Moises Ruiz Hernández Grupo de Trabajo Decoro 18 años 18 años
Alberto Gil Triay Casales La Estrella Solitaria 7 años en espera
Raymundo Perdigón Brito Yayabo Press desconocida 4 años
Ramón Velázquez Toranso Libertad desconocida 3 años
Oscar Sánchez Madan Cubanet Desconocida 4 años

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Vejam/leiam este poema do poeta e dramaturgo grego Eurípides:

Quem disse alguma vez que há deuses lá nos céus?
Não há, não há, não há. Não deixem que ninguém,
mesmo crente sincero nessas velhas fábulas,
com elas vos engane e vos iluda ainda.

Olhai o que acontece, e dai a quanto digo
a fé que isto merece: eu afirmo que os reis
matam, roubam, saqueiam à traição cidades,
e, assim fazendo, vivem muito mais felizes
que quantos dia a dia pios são e justos.

Quantas nações pequenas, bem fiéis aos deuses,
sujeitas são dos ímpios com poder e força,
vencidas por exércitos que as escravizam.

E vós, se em vez de trabalhar rezais aos deuses,
e deixais de lutar para ganhar a vida,
aprendereis que os deuses não existem. Que
todas as divindades significam só
a sorte, boa ou má, que temos neste mundo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Dinheiro não compra educação de qualidade

Vale a pena ler o artigo de Gustavo Ioschpe na Revista Veja desta semana. Como de costume, o artigo agride a “sabedoria convencional” e provoca os educadores a pensar na maior de todas as violências que se comete nas escolas: frustrar o direito da criança aprender. O artigo não apresenta soluções – nem é esse seu objetivo. Apenas provoca uma reflexão que se faz necessária para todos quantos somos ou nos sentimos responsáveis pela educação das crianças e jovens. Vale a pena ler.



Dinheiro não compra educação de qualidade

Autor: Gustavo Ioschpe
Fonte: Revista Veja

"Simplesmente não acredito que dando mais dinheiro aos professores e diretores que estão em nossas escolas hoje, sem exigir nenhuma contrapartida ou melhorar sua capacitação, nós teremos um ensino de melhor qualidade. O problema principal dos funcionários de nossas escolas não é de motivação: é de preparo."


É comum ouvirmos professores praguejando contra o neoliberalismo e a onipresença do dinheiro nos assuntos humanos. Falam sobre a importância de uma educação para a formação de valores, de cidadãos críticos etc. Só há uma notável exceção, que é quando o dinheiro em questão é aquele investido em educação e no pagamento dos próprios professores. Nesse caso, e apenas nesse caso, até os líderes dos sindicatos stalinistas defendem que a principal ferramenta para uma educação de melhor qualidade é o dinheiro. E o principal uso desse dinheiro deveria ser o aumento do salário dos professores. Se ganhassem mais, os atuais professores seriam mais motivados, o que faria com que a qualidade da educação melhorasse.

Argumento curioso, já que os professores são os primeiros a enfatizar a incrível dedicação, beirando o heroísmo, que adotam em seu dia-a-dia. Pesquisas indicam que a maioria dos professores está satisfeita em sua carreira e não pensa em abandoná-la. Quando o assunto é dinheiro, porém, eles se apresentam como desmotivados e descontentes, e apontam o vil metal como a única saída para o aprendizado dos alunos. A despeito dessa inconsistência, o argumento dos professores foi comprado pela sociedade. Em parte porque a proposição é perfeitamente lógica - melhor pagamento está normalmente associado a melhor qualidade de serviço - e em parte porque as lideranças da categoria vêm martelando o mesmo discurso há mais de vinte anos, praticamente sem opositores.



Esse discurso contaminou a sociedade e, por fim, as políticas para o setor. No começo da gestão FHC, criou-se o Fundef, que destinava 60% dos seus recursos a aumentar salários de professores. Depois de sua implementação, a qualidade da educação brasileira caiu. O governo Lula criou o Fundeb, mantendo a mesma destinação aos professores. A qualidade da educação continuou a cair. Se algum médico prescrevesse um remédio e, logo depois, a situação da saúde do paciente piorasse, este provavelmente rejeitaria o aumento da dosagem do mesmo remédio. Quando o assunto é a nossa educação, porém, o recado da realidade é constantemente ignorado em favor da teoria. Assim foi que, no começo do mês de julho, o Congresso decidiu injetar mais dinheiro na educação e mais salário aos professores. O Senado aprovou o fim da DRU para a área da educação, o que deve aumentar em 7 bilhões de reais ao ano o orçamento do MEC. No mesmo dia, aprovou também um piso salarial nacional de 950 reais para todos os funcionários da educação. Nota-se que os parlamentares tomaram essa medida pensando unicamente no aprendizado de nossos alunos: a mesma lei garante que o benefício seja estendido a funcionários aposentados e determina que o professor só pode passar dois terços de sua jornada em sala de aula.



Com exceção dessa parte dos aposentados e da diminuição do tempo de aula, o projeto tem lógica. Assim como era muito lógica a idéia de que, se as doenças se espalham pelo sangue, um bom tratamento à base de sanguessugas só pode melhorar a saúde. Assim como era lógica, óbvia!, a idéia de que a Terra é fixa e os astros a orbitam. Ou que um computador jamais conseguiria bater um bom enxadrista. Todas essas lógicas encontram apenas um pequeno obstáculo: não são verdade. A realidade encarregou-se de comprovar seu erro.



A questão do financiamento da educação não é uma área para opiniões, mas para medições. Não é preciso conjeturar sobre o impacto dos salários sobre a qualidade do ensino - basta medi-lo. E há pencas de estudos empíricos que fazem exatamente isso: verificam o desempenho de centenas de milhares de alunos em testes padronizados, computam os salários de seus professores e o volume de investimentos de suas escolas, adicionam outras variáveis de interesse - nível de educação e financeiro dos pais dos alunos, experiência do professor, infra-estrutura da escola etc. -, jogam tudo em uma ferramenta de análise estatística e medem a importância de cada variável para o aprendizado do aluno. A maioria aponta não haver relação significativa entre salários de professores e desempenho dos alunos, nem entre volume de gastos por aluno e o seu aprendizado.



Alguns dizem que o Brasil investe pouco em educação, como se essa fosse a razão de todos os nossos males. Não é verdade: nosso setor público investe entre 4% e 5% do PIB em educação, valor parecido com o investido pelos países ricos. O gasto é malfeito - vai muito para as universidades e muito pouco para o ensino básico -, mas não é pequeno. Outros argumentam que não podemos nos comparar com o que esses países fazem hoje. Precisaríamos gastar entre 7% e 8% do PIB para chegar aonde eles estão, pois é isso que os países gastam quando dão seus saltos educacionais. Desculpem a sem-cerimônia: é mentira. No período 1970-90, a Coréia do Sul gastou em média 3,5% do PIB em educação. A Irlanda, 5,6%. China, 2,3%. Hong Kong, 2,8%. Inglaterra, 4,9%. Até a Finlândia, com seu estado de bem-estar social, ficou em 5,7%. Para não ser injusto, é forçoso reconhecer que, nesse período, houve sim um grupo de países que gastou mais de 7% (os dados são da Unesco e estão disponíveis no fim desta coluna). São eles: Quênia, Namíbia, Seychelles, Barbados, Martinica, Suriname, Armênia, Azerbaijão, Jordânia, Mongólia (a campeã, com 12,9% - não é piada), Tadjiquistão, Uzbequistão, Noruega e Suécia. é desnecessário comentar.



Quero deixar claro que não acredito que o aumento de recursos para a nossa educação ou o aumento de salário dos professores vai causar um mal. Acredito inclusive que em alguns casos ele poderá fazer bem - se o MEC investir os seus recursos adicionais para melhorar a infra-estrutura de escolas que estão caindo aos pedaços e dotá-las de bibliotecas e laboratórios, por exemplo, há ampla evidência de que a repercussão sobre o desempenho dos alunos será positiva. Simplesmente não acredito que dando mais dinheiro aos professores e diretores que estão em nossas escolas hoje, sem exigir nenhuma contrapartida ou melhorar sua capacitação, nós teremos um ensino de melhor qualidade. O problema principal dos funcionários de nossas escolas não é de motivação: é de preparo. E falta de preparo não se resolve com salário, mas com mais e melhor treinamento. Alguns defendem a idéia de que um aumento de salário atrairia novas e melhores pessoas ao magistério. Que não adianta aumentar o salário dos professores em 20% ou 30%: seria necessário dobrá-lo ou triplicá-lo, para torná-lo comparável ao salário das carreiras ditas nobres. Há dois problemas com a idéia: primeiro, não tem respaldo empírico. Segundo, mesmo que seja verdadeira, o orçamento de prefeituras e municípios simplesmente não comportaria um salto assim. Há uma lei que determina que estados e municípios devem gastar 25% de seu orçamento com educação. O país hoje gasta 70% dos recursos educacionais com salário de professor. Dobrar o salário do professor significaria ocupar 35% dos orçamentos com educação. Triplicar levaria a verba a 52%. Não há estado ou municipalidade que possa arcar com essa carga. Olhando para a pesquisa em educação das últimas décadas e para a própria experiência brasileira, fica difícil acreditar que tenhamos uma educação virtuosa enquanto os bilhões de reais que gastarmos forem investidos em um sistema ineficiente, muitas vezes corrupto, e composto por pessoas que não têm o preparo necessário para exercer suas funções. A investigação sobre os efeitos dessas novas leis seria uma instigante questão acadêmica, não fosse o detalhe de que estamos falando de algo que afeta diretamente os mais de 50 milhões de alunos que povoam nossas escolas. E os seus 50 milhões de sonhos e projetos de vida que jamais verão a luz do dia, em parte pelo nosso fetiche por uma idéia que a realidade já comprovou ser falsa.

Eunice Durham: fábricas de maus professores

Entrevista de Eunice Durham às “Páginas Amarelas” da revista Veja, na edição de 26/11/2008:

Hoje há poucos estudiosos empenhados em produzir pesquisa de bom nível sobre a universidade brasileira. Entre eles, a antropóloga Eunice Durham, 75 anos, vinte dos quais dedicados ao tema, tem o mérito de tratar do assunto com rara objetividade. Seu trabalho representa um avanço, também, porque mostra, com clareza, como as universidades têm relação direta com a má qualidade do ensino oferecido nas escolas do país. Ela diz: “Os cursos de pedagogia são incapazes de formar bons professores”. Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação (MEC) no governo Fernando Henrique, Eunice é do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas, da Universidade de São Paulo – onde ingressou como professora há cinqüenta anos.

Sua pesquisa mostra que as faculdades de pedagogia estão na raiz do mau ensino nas escolas brasileiras. Como?
As faculdades de pedagogia formam professores incapazes de fazer o básico, entrar na sala de aula e ensinar a matéria. Mais grave ainda, muitos desses profissionais revelam limitações elementares: não conseguem escrever sem cometer erros de ortografia simples nem expor conceitos científicos de média complexidade. Chegam aos cursos de pedagogia com deficiências pedestres e saem de lá sem ter se livrado delas. Minha pesquisa aponta as causas. A primeira, sem dúvida, é a mentalidade da universidade, que supervaloriza a teoria e menospreza a prática. Segundo essa corrente acadêmica em vigor, o trabalho concreto em sala de aula é inferior a reflexões supostamente mais nobres.

Essa filosofia é assumida abertamente pelas faculdades de pedagogia?
O objetivo declarado dos cursos é ensinar os candidatos a professor a aplicar conhecimentos filosóficos, antropológicos, históricos e econômicos à educação. Pretensão alheia às necessidades reais das escolas – e absurda diante de estudantes universitários tão pouco escolarizados.

O que, exatamente, se ensina aos futuros professores?
Fiz uma análise detalhada das diretrizes oficiais para os cursos de pedagogia. Ali é possível constatar, com números, o que já se observa na prática. Entre catorze artigos, catorze parágrafos e 38 incisos, apenas dois itens se referem ao trabalho do professor em sala de aula. Esse parece um assunto secundário, menos relevante do que a ideologia atrasada que domina as faculdades de pedagogia.

Como essa ideologia se manifesta?
Por exemplo, na bibliografia adotada nesses cursos, circunscrita a autores da esquerda pedagógica. Eles confundem pensamento crítico com falar mal do governo ou do capitalismo. Não passam de manuais com uma visão simplificada, e por vezes preconceituosa, do mundo. O mesmo tom aparece nos programas dos cursos, que eu ajudo a analisar no Conselho Nacional de Educação. Perdi as contas de quantas vezes estive diante da palavra dialética, que, não há dúvida, a maioria das pessoas inclui sem saber do que se trata. Em vez de aprenderem a dar aula, os aspirantes a professor são expostos a uma coleção de jargões. Tudo precisa ser democrático, participativo, dialógico e, naturalmente, decidido em assembléia.

Quais os efeitos disso na escola?
Quando chegam às escolas para ensinar, muitos dos novatos apenas repetem esses bordões. Eles não sabem nem como começar a executar suas tarefas mais básicas. A situação se agrava com o fato de os professores, de modo geral, não admitirem o óbvio: o ensino no Brasil é ainda tão ruim, em parte, porque eles próprios não estão preparados para desempenhar a função.

Por que os professores são tão pouco autocríticos?
Eles são corporativistas ao extremo. Podem até estar cientes do baixo nível do ensino no país, mas costumam atribuir o fiasco a fatores externos, como o fato de o governo não lhes prover a formação necessária e de eles ganharem pouco. É um cenário preocupante. Os professores se eximem da culpa pelo mau ensino – e, conseqüentemente, da responsabilidade. Nos sindicatos, todo esse corporativismo se exacerba.

Como os sindicatos prejudicam a sala de aula?
Está suficientemente claro que a ação fundamental desses movimentos é garantir direitos corporativos, e não o bom ensino. Entenda-se por isso: lutar por greves, aumentos de salário e faltas ao trabalho sem nenhuma espécie de punição. O absenteísmo dos professores é, afinal, uma das pragas da escola pública brasileira. O índice de ausências é escandaloso. Um professor falta, em média, um mês de trabalho por ano e, o pior, não perde um centavo por isso. Cenário de atraso num país em que é urgente fazer a educação avançar. Combater o corporativismo dos professores e aprimorar os cursos de pedagogia, portanto, são duas medidas essenciais à melhora dos indicadores de ensino.

A senhora estende suas críticas ao restante da universidade pública?
Há dois fenômenos distintos nas instituições públicas. O primeiro é o dos cursos de pós-graduação nas áreas de ciências exatas, que, embora ainda atrás daqueles oferecidos em países desenvolvidos, estão sendo capazes de fazer o que é esperado deles: absorver novos conhecimentos, conseguir aplicá-los e contribuir para sua evolução. Nessas áreas, começa a surgir uma relação mais estreita entre as universidades e o mercado de trabalho. Algo que, segundo já foi suficientemente mensurado, é necessário ao avanço de qualquer país. A outra realidade da universidade pública a que me refiro é a das ciências humanas. Área que hoje, no Brasil, está prejudicada pela ideologia e pelo excesso de críticas vazias. Nada disso contribui para elevar o nível da pesquisa acadêmica.

Um estudo da OCDE (organização que reúne os países mais industrializados) mostra que o custo de um universitário no Brasil está entre os mais altos do mundo – e o país responde por apenas 2% das citações nas melhores revistas científicas. Como a senhora explica essa ineficiência?
Sem dúvida, poderíamos fazer o mesmo, ou mais, sem consumir tanto dinheiro do governo. O problema é que as universidades públicas brasileiras são pessimamente administradas. Sua versão de democracia, profundamente assembleísta, só ajuda a aumentar a burocracia e os gastos públicos. Essa é uma situação que piorou, sobretudo, no período de abertura política, na década de 80, quando, na universidade, democratização se tornou sinônimo de formação de conselhos e multiplicação de instâncias. Na prática, tantas são as alçadas e as exigências burocráticas que, parece inverossímil, um pesquisador com uma boa quantia de dinheiro na mão passa mais tempo envolvido com prestação de contas do que com sua investigação científica. Para agravar a situação, os maus profissionais não podem ser demitidos. Defino a universidade pública como a antítese de uma empresa bem montada.

Muita gente defende a expansão das universidades públicas. E a senhora?
Sou contra. Nos países onde o ensino superior funciona, apenas um grupo reduzido de instituições concentra a maior parte da pesquisa acadêmica, e as demais miram, basicamente, os cursos de graduação. O Brasil, ao contrário, sempre volta à idéia de expandir esse modelo de universidade. É um erro. Estou convicta de que já temos faculdades públicas em número suficiente para atender aqueles alunos que podem de fato vir a se tornar Ph.Ds. ou profissionais altamente qualificados. Estes são, naturalmente, uma minoria. Isso não tem nada a ver com o fato de o Brasil ser uma nação em desenvolvimento. É exatamente assim nos outros países.

As faculdades particulares são uma boa opção para os outros estudantes?
Freqüentemente, não. Aqui vale a pena chamar a atenção para um ponto: os cursos técnicos de ensino superior, ainda desconhecidos da maioria dos brasileiros, formam gente mais capacitada para o mercado de trabalho do que uma faculdade particular de ensino ruim. Esses cursos são mais curtos e menos pretensiosos, mas conseguem algo que muita universidade não faz: preparar para o mercado de trabalho. É estranho como, no meio acadêmico, uma formação voltada para as necessidades das empresas ainda soa como pecado. As universidades dizem, sem nenhum constrangimento, preferir “formar cidadãos”. Cabe perguntar: o que o cidadão vai fazer da vida se ele não puder se inserir no mercado de trabalho?

Nos Estados Unidos, cerca de 60% dos alunos freqüentam essas escolas técnicas. No Brasil, são apenas 9%. Por quê?
Sempre houve preconceito no Brasil em relação a qualquer coisa que lembrasse o trabalho manual, caso desses cursos. Vejo, no entanto, uma melhora no conceito que se tem das escolas técnicas, o que se manifesta no aumento da procura. O fato concreto é que elas têm conseguido se adaptar às demandas reais da economia. Daí 95% das pessoas, em média, saírem formadas com emprego garantido. O mercado, afinal, não precisa apenas de pessoas pós-graduadas em letras que sejam peritas em crítica literária ou de estatísticos aptos a desenvolver grandes sistemas. É simples, mas só o Brasil, vítima de certa arrogância, parece ainda não ter entendido a lição.

Faculdades particulares de baixa qualidade são, então, pura perda de tempo?
Essas faculdades têm o foco nos estudantes menos escolarizados – daí serem tão ineficientes. O objetivo número 1 é manter o aluno pagante. Que ninguém espere entrar numa faculdade de mau ensino e concorrer a um bom emprego, porque o mercado brasileiro já sabe discernir as coisas. É notório que tais instituições formam os piores estudantes para se prestar às ocupações mais medíocres. Mas cabe observar que, mesmo mal formados, esses jovens levam vantagem sobre os outros que jamais pisaram numa universidade, ainda que tenham aprendido muito pouco em sala de aula. A lógica é típica de países em desenvolvimento, como o Brasil.

Por que num país em desenvolvimento o diploma universitário, mesmo sendo de um curso ruim, tem tanto valor?
No Brasil, ao contrário do que ocorre em nações mais ricas, o diploma de ensino superior possui um valor independente da qualidade. Quem tem vale mais no mercado. É a realidade de um país onde a maioria dos jovens está ainda fora da universidade e o diploma ganha peso pela raridade. Numa seleção de emprego, entre dois candidatos parecidos, uma empresa vai dar preferência, naturalmente, ao que conseguiu chegar ao ensino superior. Mas é preciso que se repita: eles servirão a uma classe de empregos bem medíocres – jamais estarão na disputa pelas melhores vagas ofertadas no mercado de trabalho.

A tendência é que o mercado se encarregue de eliminar as faculdades ruins?
A experiência mostra que, conforme a população se torna mais escolarizada e o mercado de trabalho mais exigente, as faculdades ruins passam a ser menos procuradas e uma parte delas acaba desaparecendo do mapa. Isso já foi comprovado num levantamento feito com base no antigo Provão. Ao jogar luz nas instituições que haviam acumulado notas vermelhas, o exame contribuiu decisivamente para o seu fracasso. O fato de o MEC intervir num curso que, testado mais de uma vez, não apresente sinais de melhora também é uma medida sensata. O mau ensino, afinal, é um grande desserviço.

A senhora fecharia as faculdades de pedagogia se pudesse?
Acho que elas precisam ser inteiramente reformuladas. Repensadas do zero mesmo. Não é preciso ir tão longe para entender por quê. Basta consultar os rankings internacionais de ensino. Neles, o Brasil chama atenção por uma razão para lá de negativa. Está sempre entre os piores países do mundo em educação.

nov
25Felipe Schwartzman: a vida dura dos economistas

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Potencial da biodiversidade vegetal da Região Norte de MG

Dario Alves de Oliveira*
Patrícia de Abreu Moreira**
Afrânio Farias de Melo Júnior***
Marcio Antonio Silva Pimenta****




Resumo
A região Norte do Estado de Minas Gerais está incluída na transição dos domínios do Cerrado e da Caatinga e apresenta uma diversidade biológica extremamente rica. Entretanto, a utilização da biodiversidade local tem sido realizada, muitas vezes, de forma predatória, prejudicial à estrutura das comunidades, o que acarreta redução da variabilidade genética das populações e da diversidade biológica. Este trabalho apresenta a importância da riqueza vegetal da região, bem como seu potencial para bioprospecção e de uso sustentável. Foi possível observar a necessidade de maior integração entre órgãos de pesquisas e indústrias para melhor utilização do grande potencial dos recursos naturais existentes. e, também, de desenvolvimento de pesquisas para o estabelecimento de estratégias de conservação das espécies da região Norte do Estado de Minas Gerais.

Introdução

A biodiversidade pode ser definida por apresentar variedade e a variabilidade existente entre organismos vivos e as complexidades ecológicas, (Sandes & Diblasi, 2000). Segundo Dias (2000), a biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas e fonte de imenso potencial de uso econômico. A participação desta diversidade, cada vez maior, nos produtos diretos ou indiretos da economia mundial, tem obrigado, também, a considerar estes recursos do ponto de vista de planejamento estratégico (Rodrigues, 2003). Todavia, a crescente devastação dos ecossistemas tem levado a uma gradual e irreversível perda de espécies, sem que haja tempo e recursos para estudar suas potencialidades (Ferreira, 2000). Deste modo, a preservação da biodiversidade é de extrema importância e pode ser vista como uma maneira de manter a vida no planeta (Valois, 1998).

Neste contexto, a região Norte do Estado de Minas Gerais é conhecida por sua rica biodiversidade, devido à presença dos domínios da Caatinga e do Cerrado (Rizzini, 1997), o que coloca esta região em um importante cenário para bioprospecção. Muitas plantas nativas da região têm sido utilizadas na alimentação e medicina popular (Almeida et al., 1998; Epstein, 1998), na busca de novos fármacos (Gomes, 1998), na indústria cosmética (Gomes, 1998), na obtenção de biocombustíveis (Novaes, 1952) e outros. Entretanto, a utilização da biodiversidade local tem sido realizada, muitas vezes, de forma predatória e prejudicial à estrutura das comunidades, o que acarreta redução da variabilidade genética das populações e, conseqüentemente, diminuição da diversidade biológica regional. São necessários, portanto, estudos que possam viabilizar o uso sustentável dessas espécies, por meio de programas de conservação, exploração racional e manejo desses ecossistemas.

Esta pesquisa apresenta a importância da riqueza vegetal da região Norte do Estado de Minas Gerais, bem como seu potencial para bioprospecção, estratégias de uso sustentável e conservação.

Biodiversidade no Brasil

Quando se fala em diversidade biológica, o Brasil é um dos líderes mundiais em número de espécies. Estima-se que o país tenha cerca de 2.000.000 de espécies distintas entre animais, vegetais e microorganismos, envoltas em uma imensa complexidade ambiental, e distribuídas em uma grande variedade de ecossistemas (Sandes & Diblasi, 2000).

Embora sejam discutidos assuntos relacionados com a biodiversidade de todas as espécies vivas do planeta, a importância da biodiversidade vegetal continua sendo alvo de grande parte dos relatos acerca do tema (Sandes & Diblasi, 2000). O Brasil é o país com a maior diversidade genética vegetal do mundo, possuindo aproximadamente 60.000 espécies de plantas, o que corresponde a cerca de 20% de toda a flora mundial conhecida e 75% de todas as espécies vegetais existentes nas grandes florestas (Sant’Ana & Assad, 2001). Assim, a biodiversidade brasileira reveste-se de uma importância estratégica ímpar, principalmente, com a atividade de bioprospecção, tendo em vista a importância das espécies vegetais, uma vez que a utilização de plantas para curar os mais diversos males é, tradicionalmente, conhecida há centenas de anos pela humanidade.

As plantas são importantes fontes de substâncias biologicamente ativas, ou seja, substâncias que apresentam alguma atividade sobre o metabolismo de um organismo vivo. Muitas vezes, essas substâncias podem servir direta ou indiretamente para o desenvolvimento e a síntese de um grande número de fármacos (Sandes & Diblasi, 2000). Assim, o crescente interesse pelos medicamentos derivados de plantas está associado ao baixo custo de desenvolvimento do medicamento, quando comparado com a descoberta de um medicamento sintético. Tendo em vista o aumento do mercado internacional para esses medicamentos e a sua biodiversidade, o Brasil possui enorme potencialidade e vantagens, comparativamente, para o mercado de medicamentos sintéticos (Sant’Ana & Assad, 2001).

Outros compostos importantes são os óleos essenciais, que são substâncias voláteis contidas em vários órgãos das plantas. Estes compostos estão associados a várias funções imprescindíveis à sobrevivência do vegetal em seu ecossistema, exercendo papel fundamental na defesa contra microorganismos e predadores, e, também, na atração de insetos e outros agentes polinizadores. Na prática médica popular, os óleos essenciais possuem uma larga tradição de uso (Siani, et al., 2000). Sem dúvida, os óleos essenciais encontram sua maior aplicação biológica como agentes microbianos. No entanto, foram comprovadas as atividades antiinflamatória, antipirética e depressora do sistema nervoso central pelo óleo essencial da goiaba (Psidium guajava) (Olajide et al., 1999), ações anticonvulsivante, analgésica e antiinflamatória do óleo essencial das folhas de P. guyanensis e P. pohlianum (Teixeira et al., 1994; Santos et al., 1996, Santos et al., 1998). De acordo com Siani et al., (2000), os óleos essenciais de Eugenia jambola e P. widgrenianum são eficazes no controle da reação tardia de origem bacteriana, sugerindo que alguns óleos essenciais podem ser úteis no controle do processo inflamatório exacerbado, que acompanha determinadas infecções bacterianas.

Neste contexto, pesquisas para a identificação dos metabólitos secundários presentes em plantas nativas da flora brasileira são essenciais para o desenvolvimento de novos fármacos.

Além disto, a importância da biodiversidade pode ser ainda maior, já que outras aplicações importantes podem ser consideradas, inclusive na matriz energética do país. Dessa forma, a utilização de combustíveis biológicos ou bioenergéticos produzidos a partir de plantas é a única alternativa viável para a substituição do petróleo, que, num período não muito distante, poderá se esgotar. Do mesmo modo, o uso de petróleo, como fonte energética, representa uma das maiores causas da poluição do ar e a sua queima causa o enriquecimento do CO2 na atmosfera, contribuindo, assim, para o indesejável "efeito estufa", que hoje já mostra aumentos substanciais na temperatura terrestre. Assim, os biocombustíveis, obtidos de plantas que produzem álcool e de palmeiras que produzem óleo, representam a melhor alternativa para redução do aquecimento global (Döbereiner & Baldani, 2000).

Perda da Biodiversidade Nacional

Apesar da reconhecida riqueza de espécies da flora brasileira, uma expressiva parcela dessa biodiversidade, pela sua complexidade e extensão, talvez nunca venha a ser conhecida (Odalia-Rímoli et al., 2000). Além disto, o Brasil é considerado um país ecologicamente vulnerável, uma vez que, em 2002, foi registrada a maior apreensão de madeira de toda a história. As queimadas, também, cresceram vertiginosamente neste ano, algo em torno de 136%, considerando-se a média dos últimos cinco anos. Assim, por causa dos desmatamentos e das queimadas, o Brasil está rapidamente se aproximando dos líderes na emissão dos gases de efeito estufa, como mostraram os dados revelados no Inventário Brasileiro de Emissões, elaborado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Medeiros, 2003).

Neste sentido, as mudanças no uso da terra advindas da ocupação humana constituem a principal ameaça atual à biodiversidade (Tilman et al., 2001). A preocupação com a preservação dos recursos naturais aumentou imensamente nas últimas décadas, e diversas estratégias foram propostas para diminuir a degradação ambiental e a perda de diversidade de espécies (Van Jaarsveld et al., 1998). Atualmente, as regiões tropicais apresentam taxas de desmatamento muito elevadas e, devido à sua riqueza biológica, endemismo e sérios problemas sócio-econômicos, representam a principal preocupação de conservacionistas, cientistas sociais e tomadores de decisão (Achard et al., 2002).

Assim, é de grande importância a valorização da diversidade biológica e da agregação de valor econômico aos produtos naturais provenientes dessa diversidade. O desenvolvimento tecnológico recente, especialmente com relação às novas tecnologias, abriu inúmeras oportunidades para investimento no aproveitamento sustentável dos recursos genéticos e da diversidade biológica em áreas de interesse químico, farmacêutico, agrícola e industrial (Odalia-Rímoli et al., 2000).

Trabalhos de conhecimento da biodiversidade para conservação, manejo e bioprospecção foram, e são, exaustivamente realizados em outras regiões e biomas do país, tais como o bioma Amazônico, na região norte, e bioma Atlântico, na região sudeste. Porém, existe uma lacuna em termos de pesquisa em regiões de características fisionômicas peculiares, como as encontradas na região Norte do Estado de Minas Gerais, principalmente, nas "Matas Secas" (Florestas Decíduas). Apenas 14% dos estudos em florestas tropicais foram realizados em ambientes secos, enquanto 86% aconteceram em regiões úmidas (Sánchez-Azofeifa et al., 2005).

A Região Norte do Estado de Minas Gerais

No que diz respeito à região Norte de Minas Gerais, a diversidade biológica mostra-se extremamente rica. Fisionomicamente, a região está incluída na transição dos domínios do Cerrado e da Caatinga, apresentando como principais fisionomias o Cerrado Sentido Restrito e a Floresta Estacional Decidual, chamadas generalizadamente de "Matas Secas" (Rizzini, 1997). As "Matas Secas" são de extrema importância botânica, e apresentam fisionomia e florística bastante particulares (Santos et al, 2007).

O clima da região é do tipo semi-árido, com duas estações bem definidas, sendo uma chuvosa (de outubro a março) e uma estação seca (de abril a setembro). A temperatura média oscila entre 23 °C e a precipitação anual em torno de 1.000 mm/ano, com chuvas concentradas nos meses de novembro a janeiro (Nunes et al., 2006).

Por esta região possuir inúmeras espécies, características dos biomas Cerrado e Caatinga, esta apresenta grande interesse para a bioprospecção e conservação.

Além disso, as espécies nativas são fontes de renda para agricultores da região. Isto ocorre porque a produção agrícola é composta, quase que exclusivamente, de produtos para subsistência e são inúmeros as dificuldades encontradas pelos agricultores, destacando – se a queda da produtividade das lavouras, devido principalmente à seca; esgotamento dos solos e o aumento da incidência de doenças e pragas nas plantações. Da vegetação nativa, os agricultores extraem recursos para o consumo e comercialização. O extrativismo de plantas nativas é expressivo, contribui para obtenção de alimentos e remédios, além da geração de renda através da comercialização (Gomes, 1998).

A expansão da fronteira agrícola e a atividade extrativista predatória são ameaças de extinção para muitas espécies arbóreas, como ocorre com a fava d’anta (Dimorphandra mollis Benth.) na região. A retirada das vagens das pontas dos galhos é realizada com as mãos e com instrumentos rústicos. Muitas vezes, os galhos são quebrados para facilitar a coleta, prejudicando a planta na produção do ano seguinte (Gomes, 1998).

O Norte do Estado de Minas Gerais apresenta um valor de IDH inferior ao do Nordeste brasileiro, região mais pobre do Brasil, e índice, ainda, inferior aos que prevalecem em muitos países pobres do mundo. O contraste observado entre a riqueza da biodiversidade de plantas no Norte do Estado de Minas Gerais e a situação atual de carência da população, mostra a importância das instituições de Ensino e Pesquisa e das organizações governamentais ou não, no processo de desenvolvimento sustentável e na melhoria da qualidade de vida da população. Pode-se destacar, ainda, a importância de instituições como a Universidade Estadual de Montes Claros no desenvolvimento de pesquisas para utilização sustentável de espécies de plantas nativas e para a formação de recursos humanos qualificados para desenvolvimento de pesquisa, e, também, para a conscientização da população local da importância da valorização dos produtos regionais e do desenvolvimento de estratégias de conservação da biodiversidade existente.

Bioma Caatinga

A Caatinga é um dos maiores e mais distintos biomas brasileiros (Ferri, 1980). Ocupa uma área de 734.478km2, incluindo partes dos Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais (Castelletti et al., 2004). É o único bioma, exclusivamente, brasileiro. Portanto, grande parte do patrimônio biológico dessa região não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo. Ferri (1980) reconheceu muitas formas de Caatinga, tais como: agreste, carrasco, sertão, cariri e seridó, que variam em fisionomia e em composição florística. São reconhecidas 12 tipologias diferentes de Caatingas, que despertam atenção especial pelos exemplos fascinantes de adaptação aos hábitats semi-áridos (Giulietti et al., 2004b).

É possível identificar algumas características básicas da vegetação da Caatinga, como: (1) vegetação submetida a um clima quente e semi-árido, confinada ao Nordeste brasileiro e a região Norte do Estado de Minas Gerais; (2) possui espécies que apresentam adaptações à deficiência hídrica (caducifolia, herbáceas anuais, suculência, acúleos e espinhos, predominância de arbustos e árvores de pequeno porte, cobertura descontínua de copas); (3) existência de espécies endêmicas e espécies que não ocorrem em áreas mais úmidas que fazem limite com o semi-árido (Giulietti et al., 2004a).

Entretanto, dentre os biomas brasileiros, a Caatinga é, provavelmente, o mais desvalorizado e pouco conhecido botanicamente. Apesar de se apresentar em um estado bastante alterado, a Caatinga contém uma grande variedade de tipos vegetacionais, como comentado, com elevado número de espécies, e, também, de remanescentes de vegetação, ainda, bem preservados, que incluem um número expressivo de táxons raros e endêmicos (Giulietti et al., 2004a).

A Caatinga tem sido bastante modificada pelo homem (Castelletti et al., 2004). Os solos nordestinos vêm sofrendo um processo intenso de desertificação devido à substituição da vegetação natural por monoculturas, principalmente, por meio de queimadas. O desmatamento e as culturas irrigadas estão levando à salinização dos solos, aumentando, ainda mais a evaporação da água neles contida e, dessa forma, acelerando a desertificação (Garda, 1996). Apesar das ameaças à sua integridade, menos de 2% da Caatinga está protegida em unidades de conservação de proteção integral (Tabarelli & Vicente, 2004). A perda das paisagens observada tem conseqüências graves para a manutenção da biodiversidade. A fragmentação de toda Caatinga pode levar ao desaparecimento de espécies de organismos endêmicos da região (Castelletti et al., 2004) e de espécies com grandes potencialidades sócio-econômicas.

O uso das plantas nativas é muito diverso, e, em termos práticos, pode ser dividido pelo tipo de produto fornecido: óleos fixos; ceras; látex e produtos químicos; fibras; alimentos; óleos essenciais; medicinais e madeiras. As produtoras de óleos fixos características da Caatinga são o licuri (Syagrus coronata (Mart.) Becc.); palmeiras do gênero Syagrus, e a oiticica (Licania rígida Benth.). A carnaubeira (Copernicia prunifera Miller.) é a grande produtora nativa de cera do Nordeste. Existem pequenas extrações de gomas de mangabeira (Hancornia speciosa Gomez.), maniçoba (Manihot glazivii Mull.) e maçaranduba (Pouteria chrysophylloides (Mart.) Radlk.). Por meio das palhas de buriti (Mauritia vinifera Mart.), caroá (Neoglaziovia variegata (Arr. Cam.) Mez.), tucum (Bactris setosa Mart.) e piaçava (Attalea funifera Mart.) se extraem fibras. Umbu, mangaba, pitomba, murici e cajá são os frutos nativos do bioma Caatinga mais utilizados na alimentação (Giulietti et al., 2004a).

Dentre diversas espécies de interesse, características do bioma Caatinga, podemos destacar o umbuzeiro (Spondias tuberosa Arr. Cam.), principalmente devido a possibilidade de cultivo (Cavalcanti et al., 2002). Entretanto, o interesse no cultivo e propagação dessa espécie é atribuído aos múltiplos usos da espécie. A água dos xilopódios é utilizada em medicina caseira como vermífugo e antidiarréica (Epstein, 1998). A raiz seca serve para fabricação de farinha comestível e as folhas são utilizadas na alimentação de animais e compõem saladas e refogados usados na alimentação humana (Epstein, 1998; Souza, 2000). O fruto é consumido in natura, sob a forma de refrescos, sucos, sorvetes ou misturado ao leite (umbuzada). Industrializado, o umbu apresenta-se sob a forma de sucos engarrafados, doces, geléias, vinho, vinagre, concentrado para sorvete e polpa para sucos (Epstein, 1998). Além disso, dentre as alternativas de agronegócios, criadas a partir deste, a produção de picles de xilopódio da planta, pode ser uma alternativa promissora (Cavalcanti et al., 2001; Melo et al., 2005). Essas formas de aproveitamento do fruto demonstram a grande capacidade que esta planta tem para contribuir com o desenvolvimento da região semi-árida do Norte do Estado de Minas Gerais. Devido a essa e outras importâncias reservadas ao umbuzeiro, é necessário que trabalhos de pesquisa, para utilização sustentável da espécie, sejam realizados.

Bioma Cerrado

O Cerrado constitui o segundo maior bioma do Brasil, ocupa mais de 200.000.000 hectares e abriga um rico patrimônio de recursos naturais renováveis adaptados às condições climáticas, edáficas e ambientais que determinam sua existência. O Cerrado abrange como área contínua os Estados de Goiás, Tocantins e o Distrito Federal, parte dos Estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e São Paulo, e, também, ocorre em áreas disjuntas ao Norte dos Estados do Amazonas, Amapá, Pará, Roraima e ao Sul, em pequenas "ilhas" no Paraná (Sano & Almeida, 1998).

Segundo Sano & Almeida (1998), a vegetação do bioma Cerrado apresenta fisionomias que englobam formações florestais, savânicas e campestres. Em sentido fisionômico, floresta representa áreas com predominância de espécies arbóreas, onde há formação de dossel, contínuo ou descontínuo. O termo savana refere-se a áreas com árvores e arbustos espalhados sobre um extrato graminoso, sem a formação de dossel contínuo. Já o termo campo, designa áreas com predomínio de espécies herbáceas e algumas arbustivas, sem árvores na paisagem. São descritos 11 tipos fitofisionômicos gerais, enquadrados nas formações florestais (Mata Ciliar, Mata de Galeria, Mata Seca e Cerradão), savânicas (Cerrado Sentido Restrito, Parque de Cerrado, Palmeiral e Vereda) e campestres (Campo Sujo, Campo Rupestre e Campo Limpo).

Do Cerrado são extraídos diferentes tipos de produtos animais e vegetais, sendo que mais de 200 espécies de plantas potencialmente úteis, ainda, não foram exploradas devidamente. Cerca de 50 são pouco exploradas e apenas algumas dezenas de espécies são exploradas comercialmente (Gomes, 1998). Dentre as diversas espécies de interesse, o pequi (Caryocar brasiliense Camb.), o cajuzinho-do-cerrado (Anacardium humile St. Hil.), o rufão (Peritassa campestris (Cambess.) Smith), a macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd.) e a fava d’anta (Dimorphandra mollis Benth.) são exemplos de espécies características do bioma Cerrado da região Norte do Estado de Minas Gerais com grande potencial para serem utilizadas no desenvolvimento de produtos de interesse da população.

A árvore do pequi é frondosa, esgalhada de altura variável e pode ultrapassar 10 metros. A casca é espessa, com fendas, de cor escura, amarela ou pardo-claro-amarelado, e resistente a agentes de deterioração (Rizzini, 1971; Braga, 1976; Ferreira, 1980). Desta espécie, pode-se obter diversos produtos, sendo que o maior potencial econômico do pequizeiro advém do uso dos frutos, principalmente, na culinária regional (Dombroski, 1997). O óleo da amêndoa também é usado na iluminação e como lubrificante (Barradas, 1973; Cetec, 1983), na indústria farmacêutica, na fabricação de licores e sabões e no consumo doméstico (Corrêa, 1974; Cetec, 1983).

A macaúba possui diversas utilidades, tais como: forrageiras para animais e matéria-prima na produção de linhas, cordas e redes (folhas); confecção de cestos, balaios e chapéus (pecíolo); alfinetes para rendeiras (espinhos); palmito e uma fécula nutritiva que produz um tipo de vinho (caule) (Novaes, 1952). Entretanto, o produto, economicamente, mais expressivo desta palmeira é o fruto. A polpa é consumida pela população humana e pelos ruminantes; o óleo da polpa e das amêndoas é usado para o consumo humano e na fabricação de sabões e tem grande potencial para produção de biodiesel; o farelo da amêndoa (subproduto da extração do óleo) é empregado como componente de rações animais; o endocarpo duro tem sido empregado como insumo energético (combustível para fogões de lenha e produção de carvão) (Brasil, 1985). Devido às inúmeras possibilidades de uso desta espécie, e do potencial já citado, fica claro que é de fundamental importância o desenvolvimento de trabalho de pesquisas para utilização sustentável da espécie.

O cajuzinho-do-cerrado ou cajuí, trata-se de uma planta heliófila. O caule subterrâneo pode armazenar água, característica que confere à planta capacidade de resistência às secas prolongadas. O uso da espécie é bem difundido na medicina popular. O chá da raiz é purgativo e, quando macerado em vinho, é utilizado para tratar diabetes e reumatismo. A casca é estimulante e usada, também, como gargarejo para inflamação da garganta. As folhas e as cascas propõem função antidiarréica e expectorante, as sementes fornecem óleo corrosivo utilizado pelos índios para eliminar manchas e verrugas e o pseudofruto é considerado como anti-sifilítico. A casca, também, é utilizada como tintorial em curtumes, devido a grande quantidade de tanino. O pseudofruto é consumido in natura ou na forma de sucos, doces, geléias, sorvetes e compotas. Através da fermentação da polpa, é produzida uma espécie de vinho ou aguardente. A amêndoa torrada é comestível e bastante saboreada (Almeida et al., 1998).

O rufão, também conhecido como capicuru, bacuri e saputá, é uma espécie arbustiva com grande potencial frutífero (Almeida et al., 1998). O óleo extraído de suas sementes é utilizado com finalidade terapêutica pela população como antiinflamatório no tratamento de infecção de garganta.

Por outro lado, a Dimorphandra mollis Benth. é uma árvore conhecida popularmente como fava d’anta, faveira, favela, farinha e falso barbatimão que pode atingir 15 m de altura (Almeida et al., 1998). A casca apresenta alto teor de taninos (Almeida et al., 1998) e as sementes possuem um alto teor de galactomanano, um polissacarídeo de reserva muito usado na indústria alimentícia (Panegassi et al., 2000). As vagens, muito utilizadas na indústria farmacêutica e cosmética, produzem importantes bioflavonóides, principalmente, rutina, quercetina e ramnose (Gomes, 1998).

O Cerrado está diminuindo de tamanho a cada ano devido à eliminação da vegetação nativa para dar lugar ao estabelecimento de grandes áreas para monoculturas e pastagens, retirada seletiva de madeira e queimadas. Este bioma vem sendo devastado a uma velocidade assustadora, com poucos estudos profundos sobre sua composição florística, dinâmica de crescimento e regeneração (Gomes, 1998). Assim, torna-se claro a necessidade do desenvolvimento de pesquisa para melhor compreensão da estrutura genética das espécies consideradas e de várias outras existentes, para utilização adequada das potencialidades sócio-econômicas e estabelecimento de estratégias de utilização sustentável e conservação da biodiversidade da região.

Estratégias de Uso Sustentável e Conservação da Biodiversidade no Norte de Minas Gerais

Para o estabelecimento de estratégias de utilização sustentável e conservação da biodiversidade vegetal existente no Norte do Estado de Minas Gerais é necessário o desenvolvimento de várias atividades importantes, como:

a) Caracterização genética e melhoramento de plantas nativas do Cerrado e Caatinga

Um dos maiores problemas dos recursos genéticos é a escassez de informações, principalmente relaciona

das à estrutura genética. O levantamento das informações genéticas do germoplasma e disponibilidade em bancos ou coleções ex situ e in situ poderá ser utilizada, também, na prevenção contra a perda destes recursos, além de oferecer subsídios para os programas de melhoramento de frutíferas e outras plantas nativas importantes. Para a organização de coleções de germoplasma podem ser utilizadas modernas técnicas de genética molecular. A aplicação desta tecnologia vai permitir a classificação do germoplasma em grupos de interesse para conservação ou utilização em futuros programas de melhoramento.

b) Identificação da composição química de plantas medicinais promissoras

A grande maioria dos fitoterápicos produzidos com plantas nativas está fundamentada apenas no uso popular das plantas, mas sem comprovação científica de eficácia e segurança de uso. É importante a realização de estudos detalhados dos extratos de espécies nativas para obtenção de um conhecimento mais profundo da composição química das plantas e as aplicações na cura de diversos males.

c) Estudos ecológicos e de recuperação ambiental dos biomas da região

É necessária a realização de levantamento da biodiversidade florística e faunística da região do Cerrado, Caatinga e regiões de transição Cerrado-Caatinga, no semi-árido Mineiro. Além disso, devem ser estudados processos ecológicos interativos e determinantes da manutenção de populações naturais de plantas destes biomas, bem como o manejo e recuperação dos ecossistemas alterados pelas atividades antrópicas.

d) Desenvolvimento de novos produtos.

Existe um grande potencial de frutíferas para o desenvolvimento de produtos como doces, sucos, produtos para culinária, artesanato, dentre outros. Do mesmo modo, o desenvolvimento de tecnologia de processamento e agregação de valor às plantas nativas do Cerrado e Caatinga vão contribuir, de forma significativa, com o aumento da renda e com o aumento do número de empregos na região Norte do Estado de Minas Gerais.

e) Proteção dos direitos da propriedade intelectual e dos conhecimentos tradicionais

Quando consideramos a utilização da biodiversidade vegetal, esforços devem ser realizados para a proteção das marcas das empresas existentes na região, dos novos produtos desenvolvidos por meio de patentes, das indicações geográficas, dos conhecimentos produzidos por meio de livros, dos cultivares desenvolvidos, além dos conhecimentos tradicionais dos indígenas, quilombolas e outros povos da região do Norte do Estado de Minas Gerais. A proteção da propriedade intelectual vai ser importante na valorização dos produtos e processos desenvolvidos no Norte do Estado de Minas Gerais.

f) Qualificação profissional

Criação dos cursos de pós-graduação stricto sensu, para aplicação dos conhecimentos adquiridos em estratégias de utilização sustentável e conservação da biodiversidade. A formação de recursos humanos qualificados dá subsídios para o desenvolvimento de pesquisa e inovação tecnológica e para a conscientização da população local da importância da conservação e valorização dos produtos regionais.

Conclusões

Foi possível observar, através deste estudo, que a região Norte do Estado de Minas Gerais possui uma vegetação extremamente rica e de grande importância no que diz respeito às potencialidades sócio-econômicas. Muitas espécies vegetais, tais como o pequi, fava d’anta, cajuzinho-do-cerrado e umbu, têm sido utilizadas pela população para obtenção de alimentos e remédios. Além disso, o extrativismo de plantas nativas é fonte de renda para a população carente da região. Todavia, a explora

ção extrativista das espécies nativas ocorre, muitas vezes, de forma predatória, o que compromete a biodiversidade local. É necessário haver uma maior integração entre órgãos de pesquisas e indústrias, objetivando não só estudos de estratégias para utilização da biodiversidade, mas também para o levantamento de problemas relacionados à garantia da utilização sustentável e conservação das espécies.

espécies vegetais, tais como o pequi, fava d’anta, cajuzinho-do-cerrado e umbu, têm sido utilizadas pela população para obtenção de alimentos e remédios. Além disso, o extrativismo de plantas nativas é fonte de renda para a população carente da região. Todavia, a exploração extrativista das espécies nativas ocorre, muitas vezes, de forma predatória, o que compromete a biodiversidade local. É necessário haver uma maior integração entre órgãos de pesquisas e indústrias, objetivando não só estudos de estratégias para utilização da biodiversidade, mas também para o levantamento de problemas relacionados à garantia da utilização sustentável e conservação das espécies.

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* Professor do Departamento de Biologia Geral / UNIMONTES, e-mail: dario.oliveira@unimontes.br
** Acadêmica do curso de Ciências Biológicas - Bolsista de Iniciação Científica – PROBIC/UNIMONTES/FAPEMIG, UNIMONTES, e-mail:

Contexto geográfico, natural e socioeconômico = BIOMA CERRADO

O projeto desenvolverá estudos e ações relacionados à (agro)biodiversidade disponível em dois biomas de grande importância para o Brasil – Cerrado e Caatinga. A seguir são apresentadas algumas características peculiares de ambos os biomas:


Cerrado – Esse bioma é caracterizado por um mosaico de tipos de vegetação, solo, clima e topografia bastante heterogêneos. O Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira, perdendo apenas para a Floresta Amazônica. Abrange uma área de 2 milhões de km 2 envolvendo 10 Estados, o que representa aproximadamente 23% da área do território nacional. O Cerrado apresenta uma alta biodiversidade, a qual é estimada em cerca de 1/3 da biota brasileira, representando 5% da fauna e flora mundiais. Sua flora é considerada a mais rica entre as savanas do mundo, principalmente com relação às espécies lenhosas. Dentre as 774 espécies de árvores e arbustos que ocorrem na região do Cerrado, 429 são restritas a esse bioma. O fato de o Cerrado ser cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins, São Francisco e Prata) favorece a manutenção de uma biodiversidade surpreendente. O solo, antigo e profundo, geralmente é ácido e de baixa fertilidade, com altos níveis de ferro e alumínio. Esse bioma caracteriza-se por suas diferentes paisagens, que incluem desde o cerradão (árvores altas, densidade maior e composição distinta), passando pelo cerrado comum no Brasil Central (árvores baixas e esparsas), até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo (com progressiva redução da densidade arbórea, com predominância das herbáceas). O Cerrado tem um clima tropical com uma estação seca pronunciada. A topografia da região varia entre plana e suavemente ondulada, favorecendo a agricultura mecanizada e a irrigação. Estudos recentes indicam que apenas cerca de 20% do Cerrado ainda possui a vegetação nativa em estado relativamente intacto (http\\:www.biodiversitas.org.br).

Caatinga – Esse bioma é caracterizado por ser o único exclusivamente brasileiro. Além disso, abriga fauna e flora únicas, com inúmeras espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em outro lugar do planeta. Dessa forma, sob a ótica da conservação e do uso sustentável da agro(biodiversidade) no Brasil, pode-se considerar esse bioma como prioritário. A Caatinga ocupa cerca de 10% do território nacional (736.833 Km 2 ), abrangendo os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Sul e Leste do Piauí e Norte de Minas Gerais. Região de clima semi-árido e solo raso e pedregoso, embora relativamente fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente. A Caatinga apresenta três estratos: arbóreo ( 8 a 12 m ), arbustivo ( 2 a 5m) e o herbáceo (abaixo de 2 m ). A vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger. As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na superfície do solo para absorver o máximo da chuva. No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas "ilhas de umidade" e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente se localizam perto das serras, onde a abundância de chuvas é maior. Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem na região coberta pela Caatinga. Quando não chove, o homem do sertão e sua família precisam caminhar quilômetros em busca da água dos açudes. A irregularidade climática é um dos fatores que mais interferem na vida do sertanejo. Mesmo quando chove, o solo pedregoso não consegue armazenar a água que cai, e a temperatura elevada (médias entre 25 ° C e 29 ° C) provoca intensa evaporação. Na longa estiagem, os sertões são, muitas vezes, semidesertos que, apesar do tempo nublado, não costumam receber chuva (http\\:www.biodiversitas.org.br). Como a área coberta pelos dois biomas é extremamente abrangente, foram identificadas regiões específicas para o desenvolvimento do projeto.

Região Norte de Minas Gerais – O Semi-árido Mineiro, compreendendo as regiões Norte de Minas e Vale do Rio Jequitinhonha, caracteriza-se por sua situação de transição ecogeográfica: do Sudeste para o Nordeste Brasileiro, do clima subúmido para o semi-árido, do Cerrado para a Caatinga. Na área de 198.701 km 2 , que corresponde a 34% do Estado de Minas Gerais, predomina uma diversidade de formações vegetais típicas, onde uma parcela significativa que corresponde ao Bioma Caatinga (66.150 km 2 ) entra em contato ecossistêmico com o Cerrado e a Mata Atlântica. A região Norte do Estado de Minas Gerais, do ponto de vista geopolítico, também chamada de “Área Mineira do Nordeste”, ocupa uma área de 120.701 Km 2 , correspondente a 20,7% do território do Estado. Engloba 86 municípios, com 1.416.334 habitantes (censo demográfico, 1995). Considerando-se também a região de semi-árido do Vale do Jequitinhonha, a população total é de 2.202.013 habitantes, distribuídos em 140 municípios, o que corresponde a 10,46% da população do semi-árido brasileiro (censo demográfico, 2000). Predominam os municípios de pequeno porte (80 municípios), que possuem infra-estrutura urbana deficiente e níveis mais baixos de qualidade de vida, com economias locais baseadas nas atividades agropecuárias e extrativistas. As características geofísicas da região, com seus ecossistemas de cerrado e caatinga, seu clima semi-árido e as precárias condições de vida da maior parte da sua população, muito se assemelham às características predominantes no Nordeste brasileiro. As repercussões da aplicação do paradigma do desenvolvimento à realidade do Norte de Minas, por meio das políticas de desenvolvimento regional, articuladas às políticas macroeconômicas brasileiras, conduziram essa região à formação de um padrão de desenvolvimento terrivelmente excludente e desigual. Com base no índice indicador de desenvolvimento humano (IDH), o Norte de Minas apresenta um valor de 0,54, inferior ao IDH do Nordeste brasileiro (0,548), região mais pobre do Brasil. Esse índice ainda é inferior aos que prevalecem em muitos países pobres do mundo, como: China (0,642), Mongólia (0,607), Indonésia (0,586), Nigéria (0,583). Outros indicadores socioeconômicos demonstram o estado de precariedade da região: em 1995, o PIB por habitante (R$ 1.456,35) correspondia à metade do mesmo índice do Estado de Minas Gerais e 42% do índice nacional; 75% da população vive abaixo da linha da pobreza (renda per capita abaixo de 0,5 salário mínimo); 32% da população com mais de 15 anos era analfabeta (dados de 1991). Enquanto morrem 36, 28 e 33 crianças a cada mil nascidas vivas, respectivamente, no Brasil, Minas Gerais e Norte de Minas, nos 33 municípios rurais mais pobres do Norte de Minas, o coeficiente de mortalidade infantil é de 42,13. São alarmantes os dados que demonstram os níveis de desigualdade dentro da própria região Norte de Minas onde existem 16 municípios com IDH situados entre 0,40 e 0, 499, na faixa de países como Lesoto (0,476), Congo (0,461), Quênia (0,434) e outros.

Estados da Região Nordeste – O projeto será desenvolvido em dois Estados : Sergipe e Ceará. Sergipe está localizado no litoral do Nordeste e possui a menor área territorial dentre os Estados brasileiros. A economia do Estado esteve baseada, durantes muitos anos, no cultivo da cana-de-açúcar e na criação de gado de corte. Na década de 1990, Sergipe iniciou um período de desenvolvimento industrial, época em que dezenas de indústrias se instalaram no Estado, atraídas por benefícios fiscais e por sua capacidade geradora de energia elétrica. Atualmente, os setores de comércio e de serviços, esse concentrado na capital, respondem por grande parte da economia sergipana. Além da indústria, a agricultura continua dando sua contribuição, tendo na laranja seu principal produto. Segundo Koppen, o tipo climático da região é caracterizado como BSsh clima muito quente semi-árido, tipo estepe, estação chuvosa no inverno. Segundo a classificação de Gaussen, o clima é 3aTh – Mediterrâneo quente ou Nordestino de seca acentuada de verão, com precipitação média anual em torno de 650mm, mal distribuída durante o ano e bastante irregular ano a ano. Apresenta o período chuvoso concentrado entre os meses de junho a julho, com 60% a 91% de umidade relativa do ar. A temperatura média é de 26ºC, a mínima de 18ºC e a máxima de 32ºC. Apresenta solos com textura argilo-arenosa, com indícios de alta taxa de potássio e baixa taxa de fósforo, pouco profundo, de drenagem moderada a imperfeita e consistência dura a extremamente dura quando seco, com elevada fertilidade natural em sua camada superficial. O Estado do Ceará possui mais de 500 km de costa marítima, sendo um dos centros turísticos mais visitados do Nordeste. O território cearense, além do seu litoral, alonga-se por extensões de serras e de sertões. Destacam-se os 220 km da chapada do Araripe e a Floresta Nacional do Araripe, onde está a maior concentração mundial de fósseis, com mais de 65 milhões de anos. O Ceará, localizado no semi-árido nordestino, também enfrenta problemas com a escassez de água. A construção de diversas obras - canais, adutoras e açudes - se concretizam com a aplicação de verbas estaduais e federais, visando à melhoria da distribuição de água na região. Um exemplo é o açude do Castanhão, no vale do rio Jaguaribe, três vezes mais extenso que o açude de Orós - o maior açude público do Nordeste. Os índices que medem a qualidade de vida no Ceará são baixos, quando comparados à média nacional. De acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, em 1996, são ainda bastante altos os índices de mortalidade infantil, devido à desnutrição e da baixa renda das famílias cearenses.
A seguir são apresentados alguns dados relacionados aos quatro pólos escolhidos dentro das regiões de abragência do projeto, nos quais serão implementadas as ações participativas.

Montes Claros (MG) – Os trabalhos nessa região serão conduzidos em colaboração com o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM), que se estrutura a partir da associação de agricultores e técnicos da região. O CAA terá papel fundamental na capacitação dos agricultores da região, com a finalidade de difundir as metodologias participativas de conservação e uso sustentável da agrobiodiversidade da região. Esse pólo envolverá os seguintes municípios: Montes Claros (80 famílias), Porteirinha (200 famílias), Pai Pedro (180 famílias), Rio Pardo de Minas (95 famílias), Verzelândia (120 famílias), Aldeia Indígena Xacriabá (120 famílias) e Vale do Gorutuba (600 famílias). O CAA será utilizado como centro de difusão de tecnologias e treinamento para a região.
Vale ressaltar que, em relação ao Vale do Gorutuba, já existe uma ação emergencial da Cooperação Italiana em andamento. Nas comunidades gorutubanas do médio/baixo Vale do Gorutuba, vivem 4.500 pessoas (600 famílias) em 25 comunidades negras dos municípios de Pai Pedro (a maioria), Jaíba, Catuti, Janaúba, Gameleira e Mato Verde. Pesquisa realizada pelo Grupo Técnico constituído pela Fundação Cultural Palmares, com o objetivo de realizar estudos e levantamentos de reconhecimento e delimitação territorial dessa população de remanescentes de quilombo, apontou um quadro dramático das condições socioeconômicas dessas comunidades. Os dados da comunidade de Pacuí do município de Pai Pedro evidenciaram um índice de analfabetismo de quase 60%, sendo que a maioria (80%) cursou apenas a 1 a série do ensino fundamental. Verificou-se, igualmente, um problema grave relativo às condições de acesso à água e de saneamento básico. Apenas 40% da população têm acesso à água nas proximidades do domicílio, e a maioria não possui banheiro ou fossa. O índice de mortalidade verificado em Pacuí é um sintoma dramático, conseqüência desse quadro de abandono, expropriação e exclusão que se verifica nas comunidades gorutubanas (de 1.000 crianças nascidas morrem cerca de 150, muito mais que o dobro da mortalidade infantil que se verifica no Nordeste brasileiro).

Nesse sentido, o Programa Biodiversidade Brasil-Itália poderá auxiliar sobremaneira no resgate da autonomia agroalimentar dessas comunidades. Além disso, apresentará uma enorme sinergia com as ações emergenciais já em andamento apoiadas pela Cooperação Italiana.

Cidade Ocidental (GO) – Os trabalhos nesse pólo serão conduzidos em colaboração com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com o intuito de difundir as técnicas agroecológicas, visando à conservação e ao uso sustentável da agrobiodiversidade. Nesse pólo, as atividades serão desenvolvidas no Assentamento Cunha, localizado no município de Cidade Ocidental (GO), distante 50 km de Brasília. O assentamento envolve 62 famílias, com aproximadamente 270 pessoas, em uma área de 1.031 ha . A área coletiva ( 198 ha ) do assentamento será utilizada como centro de treinamento para outros assentamentos da região Centro-Oeste. Esse pólo será responsável pela irradiação das ações para outros dois assentamentos: Canudos, em Palmeiras de Goiás (GO), e Mãe das Conquistas, em Buritis (MG).

O Assentamento Canudos possui uma área de 12.771 ha , sendo que 54% foram demarcados como área de reserva e 46% são utilizados para o assentamento de 329 famílias. Esse assentamento já trabalha em parceria com a EMBRAPA Arroz e Feijão. Existe um projeto para incentivar a produção de grãos orgânicos de milho, arroz e feijão. Além disso, também estão utilizando adubação verde, principalmente caupi ramador, crotalária, guandu anão e sorgo vassoura.

O Assentamento Mãe das Conquistas, também conhecido por Barriguda, possui uma área de 4.680 ha , onde estão assentadas 68 famílias oriundas de várias regiões: nordeste de Minas Gerais, nordeste de Goiás e Distrito Federal. A alimentação básica das famílias envolve as culturas do arroz, feijão, milho, mandioca, abóbora, hortaliças, pequi e carnes (menor quantidade).

Poço Redondo (SE) – No Estado de Sergipe, foi escolhido o Assentamento Cajueiro, com 112 famílias assentadas em área de 2.745 ha . O assentamento situa-se no município de Poço Redondo (SE) na microrregião homogênea do São Francisco no semi-árido sergipano, distando 23 km da sede do município e 178 km da capital do Estado. O município de Poço Redondo está localizado dentro da área de duas sub-bacias hidrográficas do Rio Jacaré e Rio da Onça. Tem, como principais atividades agrícolas, a cultura do milho e do feijão.

Tururu (CE) – No Estado de Ceará, foi escolhido o Assentamento Mulungu, com 115 famílias assentadas em uma área de 1.176 ha . O assentamento está localizado na microrregião de Uruburetama, distante 6 km do município de Tururu (CE) e 120 km da capital do Estado. Os principais cultivos são de milho, feijão, mandioca, arroz e algumas frutas que servem para consumo familiar.


Objetivos


Objetivo Geral

Contribuir efetivamente para o manejo sustentável da (agro) biodiversidade dos biomas Cerrado e Caatinga, por meio de ações de conservação, valoração e uso dos recursos genéticos, procurando amenizar o nível de pobreza das comunidades e garantir sua segurança alimentar.

Objetivos específicos

• Disponibilizar tecnologias já existentes voltadas para o uso e o manejo da (agro) biodiversidade presente nos biomas Cerrado e Caatinga, que contribuam com a sustentabilidade e segurança alimentar das comunidades rurais ou tradicionais;
• Apoiar o desenvolvimento de estudos e pesquisas que identifiquem e avaliem as estratégias agroalimentares das populações locais;
• Estimular o desenvolvimento e distribuição de variedades adaptadas à realidade das comunidades rurais visando à sustentabilidade da agricultura familiar;
• Estimular o resgate dos componentes da (agro) biodiversidade dos biomas Cerrado e Caatinga;
• Estimular o resgate, a caracterização e o desenvolvimento de programas de pesquisa participativa na avaliação, seleção, melhoramento e produção de variedades locais de milho, feijão, mandioca e cucurbitáceas;
• Apoiar programas comunitários de sementes visando à segurança e à soberania alimentar;
• Desenvolver estratégias para o estabelecimento de redes sociotécnicas de agrobiodiversidade, a partir da estruturação de unidades locais e microrregionais de produção e difusão de sementes locais;
• Desenvolver pesquisas relacionadas ao uso, manejo e conservação de espécies nativas dos biomas Cerrado e Caatinga;
• Continuar levantamento de uso e desenvolver técnicas de manejo de animais silvestres integrantes da biodiversidade;
• Utilizar ferramentas da biologia molecular para quantificar a diversidade genética e auxiliar no manejo e na conservação de espécies nativas e variedades locais;
• Estimular a formação de pesquisadores, professores, técnicos e estudantes das empresas de pesquisa agropecuária, universidades e organizações não-governamentais (ONGs) em resgate, manejo e melhoramento participativo de variedades locais.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

NUMEROS ESTATÍSCOS DE MONTE AZUL MG

Dados do IBGE de Monte Azul - MG

Frota 2007

Automóvel - Tipo de Veículo 1.212 Automóvel =====

Caminhão - Tipo de Veículo 141 Caminhão =====

Caminhonete - Tipo de Veículo 243 Caminhonete=====

Micro-ônibus - Tipo de Veículo 9 Micro-ônibus=====

Motocicleta - Tipo de Veículo 3.063 Motocicleta======

Motoneta - Tipo de Veículo 282 Motoneta=======

Ônibus - Tipo de Veículo 35 Ônibus=============
===================================================================
Monte Azul - MG====

Finanças Públicas 2006=========

Receitas orçamentárias realizadas 13.803.072,61 Reais ======

Receitas orçamentárias realizadas - Correntes 14.697.963,38 Reais =====

Receitas orçamentárias realizadas - Tributárias 824.443,15 Reais ======

Receitas orçamentárias realizadas - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial - IPTU 9.524,93 Reais ======

Receitas orçamentárias realizadas - Imposto Sobre Serviços - ISS 251.014,53 Reais ======

Receitas orçamentárias realizadas - Imposto sobre Transmissão-Intervivos - ITBI 19.157,30 Reais

Receitas orçamentárias realizadas - Taxas 399.077,17 Reais ======

Receitas orçamentárias realizadas - Contribuição 0,00 Reais ======

Receitas orçamentárias realizadas - Patrimonial 112.719,14 Reais =====

Receitas orçamentárias realizadas - Transferências Correntes 13.681.827,68 Reais =====

Receitas orçamentárias realizadas - Transferência Intergorvenamental da União 10.098.740,14 Reais=====

Receitas orçamentárias realizadas - Transferência Intergorvenamental do Estado 1.858.066,82 Reais =====

Receitas orçamentárias realizadas - Dívida Ativa 0,00 Reais ======

Receitas orçamentárias realizadas - Outras Receitas Correntes 78.247,97 Reais=====

Receitas orçamentárias realizadas - Capital 319.490,67 Reais =====

Receitas orçamentárias realizadas - Transferência de Capital 319.490,67 Reais ======

Despesas orçamentárias realizadas 14.524.786,13 Reais =====

Despesas orçamentárias realizadas - Correntes 13.469.746,54 Reais ======

Despesas orçamentárias realizadas - Outras Despesas Correntes 6.142.826,97 Reais =====

Despesas orçamentárias realizadas - Capital 1.055.039,59 Reais

Despesas orçamentárias realizadas - Investimentos 1.035.962,77 Reais ======

Despesas orçamentárias realizadas - Pessoal e Encargos Sociais 7.231.542,76 Reais=====

Despesas orçamentárias realizadas - Obras e Instalações 895.625,17 Reais =====

Despesas orçamentárias realizadas - Superavit ou Déficit -721.713,52 Reais =====

Valor do Fundo de Participação dos Municípios - FPM 6.701.843,71 Reais =======

Valor do Imposto Territorial Rural - ITR 11.136,38 Reais =======

Valor do Imposto sobre Operações Financeiras - IOF - OURO - repassado aos Municípios 0,00 Reais ======

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Números da Pecuária Monteazulense de 2007:===

Bovinos - efetivo dos rebanhos 30.567 cabeças ==============

Eqüinos - efetivo dos rebanhos 2.220 cabeças ===============

Bubalinos - efetivo dos rebanhos - cabeças ==============

Asininos - efetivo dos rebanhos 13 cabeças ===========

Muares - efetivo dos rebanhos 185 cabeças =============

Suínos - efetivo dos rebanhos 6.590 cabeças ===============

Caprinos - efetivo dos rebanhos 1.550 cabeças =============

Ovinos - efetivo dos rebanhos 1.200 cabeças ===============

Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos 34.250 cabeças =================

Galinhas - efetivo dos rebanhos 21.320 cabeças ================

Vacas ordenhadas - quantidade 5.811 cabeças ==================
Leite de vaca - produção - quantidade 4.997 Mil litros ============================

Ovos de galinha - produção - quantidade 362 Mil dúzias ===================
Mel de abelha - produção - quantidade 5.480 Kg ==============
Fontes: Ministério da Justiça, Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN - 2007;

=======================================================================================================
LAVOURAS PERMANENTES:

Banana - Quantidade produzida 150 Tonelada =============

Banana - Valor da produção 125 Mil Reais ==============

Banana - Área plantada 15 Hectare ================

Banana - Área colhida 15 Hectare ===============

Banana - Rendimento médio 10.000 Quilogramas por Hectare =================
Cacau (em amêndoa) - Rendimento médio - Quilogramas por Hectare ==============

Café (beneficiado) - Quantidade produzida 18 Tonelada =====================

Café (beneficiado) - Valor da produção 45 Mil Reais ================

Café (beneficiado) - Área plantada 10 Hectare ============

Café (beneficiado) - Área colhida 10 Hectare =============

Café (beneficiado) - Rendimento médio 1.800 Quilogramas por Hectare ==================

Coco-da-baía - Quantidade produzida 1.110 Mil frutos =================

Coco-da-baía - Valor da produção 222 Mil Reais ===============

Coco-da-baía - Área plantada 37 Hectare =================

Coco-da-baía - Área colhida 37 Hectare ==============

Coco-da-baía - Rendimento médio 30.000 Frutos por Hectare ===============

Goiaba - Quantidade produzida 17 Tonelada ===============

Goiaba - Valor da produção 7 Mil Reais =============

Goiaba - Área plantada 2 Hectare ==============

Goiaba - Área colhida 2 Hectare ===========

Goiaba - Rendimento médio 8.500 Quilogramas por Hectare ===========

Laranja - Quantidade produzida 63 Tonelada =============

Laranja - Valor da produção 25 Mil Reais ===========

Laranja - Área plantada 6 Hectare ==============

Laranja - Área colhida 6 Hectare ==============

Laranja - Rendimento médio 10.500 Quilogramas por Hectare ===========

Limão - Quantidade produzida 65 Tonelada ==============

Limão - Valor da produção 33 Mil Reais ============

Limão - Área plantada 5 Hectare ===========

Limão - Área colhida 5 Hectare ===========

Limão - Rendimento médio 13.000 Quilogramas por Hectare ======

Mamão - Quantidade produzida 70 Tonelada ===========

Mamão - Valor da produção 14 Mil Reais ===========

Mamão - Área plantada 5 Hectare =======

Mamão - Área colhida 5 Hectare ======

Mamão - Rendimento médio 14.000 Quilogramas por Hectare============

Manga - Quantidade produzida 55 Tonelada ============

Manga - Valor da produção 22 Mil Reais ===========

Manga - Área plantada 5 Hectare ==============

Manga - Área colhida 5 Hectare ===========

Manga - Rendimento médio 11.000 Quilogramas por Hectare ============


Tangerina - Quantidade produzida 16 Tonelada ============

Tangerina - Valor da produção 11 Mil Reais ======

Tangerina - Área plantada 3 Hectare ========

Tangerina - Área colhida 3 Hectare =============

Tangerina - Rendimento médio 5.333 Quilogramas por Hectare ===========


Urucum (semente) - Quantidade produzida 3 Tonelada =============

Urucum (semente) - Valor da produção 6 Mil Reais ============

Urucum (semente) - Área plantada 2 Hectare ===========

Urucum (semente) - Área colhida 2 Hectare ============

Urucum (semente) - Rendimento médio 1.500 Quilogramas por Hectare ==========


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Estrutura Empresarial 2006

Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal - Número de unidades locais 5 Unidade

Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal - Pessoal ocupado total 21 Pessoas

Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal - Pessoal ocupado assalariado 19 Pessoas

Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração florestal - Salários 185 Mil Reais

Pesca - Número de unidades locais - Unidade

Pesca - Pessoal ocupado total - Pessoas

Pesca - Pessoal ocupado assalariado - Pessoas

Pesca - Salários - Mil Reais

Indústrias extrativas - Número de unidades locais - Unidade

Indústrias extrativas - Pessoal ocupado total - Pessoas

Indústrias extrativas - Pessoal ocupado assalariado - Pessoas

Indústrias extrativas - Salários - Mil Reais

Indústrias de transformação - Número de unidades locais 35 Unidade

Indústrias de transformação - Pessoal ocupado total 96 Pessoas

Indústrias de transformação - Pessoal ocupado assalariado 61 Pessoas

Indústrias de transformação - Salários 285 Mil Reais

Produção e distribuição de eletricidade, gás e água - Número de unidades locais 1 Unidade

Produção e distribuição de eletricidade, gás e água - Pessoal ocupado total - Pessoas

Produção e distribuição de eletricidade, gás e água - Pessoal ocupado assalariado - Pessoas

Produção e distribuição de eletricidade, gás e água - Salários - Mil Reais

Construção - Número de unidades locais 1 Unidade

Construção - Pessoal ocupado total Não disponível Pessoas

Construção - Pessoal ocupado assalariado - Pessoas

Construção - Salários - Mil Reais

Comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos - Número de unidades locais 451 Unidade

Comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos - Pessoal ocupado total 598 Pessoas

Comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos - Pessoal ocupado assalariado 142 Pessoas

Comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos - Salários 771 Mil Reais

Alojamento e alimentação - Número de unidades locais 16 Unidade

Alojamento e alimentação - Pessoal ocupado total 18 Pessoas

Alojamento e alimentação - Pessoal ocupado assalariado 2 Pessoas

Alojamento e alimentação - Salários 6 Mil Reais

Transporte, armazenagem e comunicações - Número de unidades locais 14 Unidade

Transporte, armazenagem e comunicações - Pessoal ocupado total 17 Pessoas

Transporte, armazenagem e comunicações - Pessoal ocupado assalariado 8 Pessoas

Transporte, armazenagem e comunicações - Salários 93 Mil Reais

Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados - Número de unidades locais 24 Unidade

Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados - Pessoal ocupado total 29 Pessoas

Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados - Pessoal ocupado assalariado 23 Pessoas

Intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados - Salários 1.094 Mil Reais

Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas - Número de unidades locais 13 Unidade

Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas - Pessoal ocupado total 26 Pessoas

Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas - Pessoal ocupado assalariado 5 Pessoas

Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas - Salários 24 Mil Reais

Administração pública, defesa e seguridade social - Número de unidades locais 1 Unidade

Administração pública, defesa e seguridade social - Pessoal ocupado total Não disponível Pessoas

Administração pública, defesa e seguridade social - Pessoal ocupado assalariado Não disponível Pessoas

Administração pública, defesa e seguridade social - Salários Não disponível Mil Reais

Educação - Número de unidades locais 3 Unidade

Educação - Pessoal ocupado total 3 Pessoas

Educação - Pessoal ocupado assalariado - Pessoas

Educação - Salários - Mil Reais

Saúde e serviços sociais - Número de unidades locais 31 Unidade

Saúde e serviços sociais - Pessoal ocupado total 88 Pessoas

Saúde e serviços sociais - Pessoal ocupado assalariado 43 Pessoas

Saúde e serviços sociais - Salários 343 Mil Reais

Outros serviços coletivos, sociais e pessoais - Número de unidades locais 105 Unidade

Outros serviços coletivos, sociais e pessoais - Pessoal ocupado total 37 Pessoas

Outros serviços coletivos, sociais e pessoais - Pessoal ocupado assalariado 9 Pessoas

Outros serviços coletivos, sociais e pessoais - Salários 44 Mil Reais


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Estatísticas do Registro Civil 2007===============================

Nascidos vivos - registrados no ano - lugar do registro 303 pessoas

Nascidos vivos - registrados no ano - por lugar de residência da mãe 267 pessoas

Nascidos vivos - ocorridos no ano - por lugar de residência da mãe 248 pessoas

Nascidos vivos em hospital - ocorridos no ano - por lugar de residência da mãe 246 pessoas

Casamentos - registrados no ano - lugar do registro 151 casamentos

Óbitos - ocorridos e registrados no ano - lugar do registro 110 pessoas

Óbitos em hospital - ocorridos e registrados no ano - lugar do registro 68 pessoas

Óbitos - ocorridos e registrados no ano - lugar de residência do falecido 118 pessoas

Óbitos - ocorridos e registrados no ano - menores de 1 ano - lugar de residência do falecido 1 pessoas

Óbitos fetais - ocorridos e registrados no ano - lugar de residência da mãe - pessoas

Separacoes judiciais - concedidas no ano - em 1a instancia - lugar da acao do processo 12 separacoes

Divorcios - concedidos no ano - em 1a instancia - lugar da acao do processo 23 divorcios


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Monte Azul - MG

Instituições Financeiras 2007

Número de Agências 2 Agências

Operações de Crédito 18.058.226,10 Reais

Depósitos à vista - governo 382.106,10 Reais

Depósitos à vista - privado 3.042.584,87 Reais

Poupança 13.726.306,56 Reais

Depósitos a prazo 2.806.830,62 Reais

Obrigações por Recebimento 7.069,84 Reais

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Monte Azul - MG

Ensino - matrículas, docentes e rede escolar 2007

Matrícula - Ensino fundamental - 2007 (1) 4.031 Matrículas

Matrícula - Ensino fundamental - escola pública estadual - 2007 (1) 2.890 Matrículas

Matrícula - Ensino fundamental - escola pública federal - 2007 (1) 0 Matrículas

Matrícula - Ensino fundamental - escola pública municipal - 2007 (1) 1.076 Matrículas

Matrícula - Ensino fundamental - escola privada - 2007 (1) 65 Matrículas

Matrícula - Ensino médio - 2007 (1) 1.318 Matrículas

Matrícula - Ensino médio - escola pública estadual - 2007 (1) 1.293 Matrículas

Matrícula - Ensino médio - escola pública federal - 2007 (1) 0 Matrículas

Matrícula - Ensino médio - escola pública municipal - 2007 (1) 0 Matrículas

Matrícula - Ensino médio - escola privada - 2007 (1) 25 Matrículas

Matrícula - Ensino pré-escolar - 2007 (1) 379 Matrículas

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola pública estadual - 2007 (1) 0 Matrículas

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola pública federal - 2007 (1) 0 Matrículas

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola pública municipal - 2007 (1) 359 Matrículas

Matrícula - Ensino pré-escolar - escola privada - 2007 (1) 20 Matrículas

Docentes - Ensino fundamental - 2007 (1) 285 Docentes

Docentes - Ensino fundamental - escola pública estadual - 2007 (1) 177 Docentes

Docentes - Ensino fundamental - escola pública federal - 2007 (1) 0 Docentes

Docentes - Ensino fundamental - escola pública municipal - 2007 (1) 92 Docentes

Docentes - Ensino fundamental - escola privada - 2007 (1) 16 Docentes

Docentes - Ensino médio - 2007 (1) 86 Docentes

Docentes - Ensino médio - escola pública estadual - 2007 (1) 77 Docentes

Docentes - Ensino médio - escola pública federal - 2007 (1) 0 Docentes

Docentes - Ensino médio - escola pública municipal - 2007 (1) 0 Docentes

Docentes - Ensino médio - escola privada - 2007 (1) 9 Docentes

Docentes - Ensino pré-escolar - 2007 (1) 23 Docentes

Docentes - Ensino pré-escolar - escola pública estadual - 2007 (1) 0 Docentes

Docentes - Ensino pré-escolar - escola pública federal - 2007 (1) 0 Docentes

Docentes - Ensino pré-escolar - escola pública municipal - 2007 (1) 19 Docentes

Docentes - Ensino pré-escolar - escola privada - 2007 (1) 4 Docentes

Escolas - Ensino fundamental - 2007 (1) 28 Escolas

Escolas - Ensino fundamental - escola pública estadual - 2007 (1) 15 Escolas

Escolas - Ensino fundamental - escola pública federal - 2007 (1) 0 Escolas

Escolas - Ensino fundamental - escola pública municipal - 2007 (1) 12 Escolas

Escolas - Ensino fundamental - escola privada - 2007 (1) 1 Escolas

Escolas - Ensino médio - 2007(1) 4 Escolas

Escolas - Ensino médio - escola pública estadual - 2007 (1) 3 Escolas

Escolas - Ensino médio - escola pública federal - 2007 (1) 0 Escolas

Escolas - Ensino médio - escola pública municipal - 2007 (1) 0 Escolas

Escolas - Ensino médio - escola privada - 2007 (1) 1 Escolas

Escolas - Ensino pré-escolar - 2007 (1) 5 Escolas

Escolas - Ensino pré-escolar - escola pública estadual - 2007 (1) 0 Escolas

Escolas - Ensino pré-escolar - escola pública federal - 2007 (1) 0 Escolas

Escolas - Ensino pré-escolar - escola pública municipal - 2007 (1) 4 Escolas

Escolas - Ensino pré-escolar - escola privada - 2007 (1) 1 Escolas

Matrícula - Ensino superior - 2005 (2) Não informado Matrículas

Matrícula - Ensino superior - escola pública estadual - 2005 (2) Não informado Matrículas

Matrícula - Ensino superior - escola pública federal - 2005 (2) Não informado Matrículas

Matrícula - Ensino superior - escola pública municipal - 2005 (2) Não informado Matrículas

Matrícula - Ensino superior - escola privada - 2005 (2) Não informado Matrículas

Docentes - Ensino superior - 2005 (2) Não informado Docentes

Docentes - Ensino superior - escola pública estadual - 2005 (2) Não informado Docentes

Docentes - Ensino superior - escola pública federal - 2005 (2) Não informado Docentes

Docentes - Ensino superior - escola pública municipal - 2005 (2) Não informado Docentes

Docentes - Ensino superior - escola privada - 2005 (2) Não informado Docentes

Escolas - Ensino superior - 2005 (2) Não informado Escolas

Escolas - Ensino superior - escola pública estadual - 2005 (2) Não informado Escolas

Escolas - Ensino superior - escola pública federal - 2005 (2) Não informado Escolas

Escolas - Ensino superior - escola pública municipal - 2005 (2) Não informado Escolas

Escolas - Ensino superior - escola privada - 2005 (2) Não informado Escolas
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Monte Azul - MG

Representação Política 2004

Eleição municipal - Nome do candidato eleito JOSE EDVALDO ANTUNES DE SOUZA Nome -

Eleição municipal - Partido do candidato eleito 011 Partido -

Eleição municipal - Número de votos do candidato eleito 7.980 Votos

Eleição municipal - Nome do candidato segundo colocado EDMAR ANTUNES RODRIGUES Nome -

Eleição municipal - Partido do candidato segundo colocado 015 Partido -

Eleição municipal - Número de votos do candidato segundo colocado 6.586 Votos

Eleição municipal - Votos válidos 15.358 Votos

Eleição municipal - Número de eleitores 18.554 eleitores

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Narciso

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Monte Azul, Minas gerais, Brazil
Pretenso criador de um sítio com a história de Monte Azul.